António Antunes e Marta Neto começaram a produzir vinhos no Alentejo há cerca de 19 anos, onde aceitaram o desafio da família do António para arrancar de raiz, mais que um projeto de vinho, um projeto de família que mostrasse um novo Alentejo.
Com o tempo, decidiram que estava na altura de seguir o seu próprio Rumo e pôr em prática a sua visão e filosofia. A vontade de produzir vinhos de terroir e trabalhar as castas Portuguesas juntou-os num novo Projeto.
O Projeto Rumo Vinhos nasce assim da vontade de recomeçar, de percorrer um caminho novo, mas com a mesma determinação em mostrar o que de melhor se faz no Alentejo.
Um projeto a dois, mas que mantém António Maçanita amigo, enólogo e consultor desde os seus 25 anos. Com tantos anos de parceria e amizade entre o casal e o Enólogo, este projeto só poderia começar com os três juntos novamente, e no Alentejo.
Embarcam neste novo Rumo para explorar o potencial das castas autóctones em vinhos com carácter e com base em práticas de vitivinicultura sustentável e de pouca intervenção enológica.
António Antunes e Marta Neto recomeçam com vinhos de pequenas parcelas selecionadas que prometem mostrar o terroir do Alentejo, a alma do casal e a irreverência do Enólogo.
19 ANOS NA PRODUÇÃO DE VINHOS PREMIUM
VINHAS EM MODO DE PRODUÇÃO BIOLÓGICO E EM SEQUEIRO
MÉTODOS TRADICIONAIS E ENOLOGIA MODERNA PARA ALTOS PADRÕES DE QUALIDADE
TERROIR
Uma casta que embora não seja portuguesa faz parte da identidade da região do Alentejo. Pensa-se que a casta tenha sido pela primeira vez plantada no Alentejo entre 1870-1890. A sua maior particularidade é ser uma casta tintureira que confere bastante cor aos vinhos. Outra particularidade é que esta casta é um híbrido de Montpellier, de um cruzamento entre Petit Bouschet e Grenache. O Alicante Bouschet está há tanto tempo e tão bem adaptado à região que hoje em dia é considerada a casta estrangeira mais portuguesa e é considerada uma das principais castas do Alentejo, embora originalmente não seja.
A casta Alicante Boushet foi ignorada, banida, abandonada e proibida por quase todas as regiões de vinho no mundo. E foi no Alentejo que encontrou as condições ideais, produzindo vinhos impressionantes com enorme concentração e extratos de belos frutos negros e notas balsâmicas.
Variedade que encontra maior expressão no Alentejo, esta Tinta Caiada, que representa menos de 1% do encepamento nacional, está presente sobretudo nas vinhas mais velhas da região, indiciando que a casta teve no passado maior reconhecimento e expressão do que no nos nossos dias. Há, mesmo, quem se lhe refira no Alentejo como sendo a casta Bastardo, apesar de não ser a mesma variedade que medra mais a norte. Tem como sinonímias oficiais Pau-Ferro e Tinta-Lameira (Portaria n.º 380/2012). Em França responde pelo nome Carcajolo e, na Austrália, Bonvedro. É, por norma, uma variedade de produtividade e rendimento elevados, requerendo ambiente quente e seco para amadurecer nas melhores condições, pelo que se afigura como de altíssimo potencial e mais-valia num cenário de aquecimento climático. Pede-se, por isso, mais estudo sobre as suas qualidades e potencial enológico. Os vinhos mostram concentração intensa e acidez aprazível, harmoniosos e elegantes. Mais um exemplo de uma casta do passado a quem se augura um brilhante futuro.
A Trincadeira é uma casta muito temperamental, se houver muito calor ela tende a secar e ficar em passa, se chover o bago rebenta imediatamente e fica podre. Por isso, é fácil imaginar o quanto as pessoas gostam dele. Mas é uma componente essencial para os “blends” do Alentejo, trazendo um aroma picante e ligeiramente herbáceo, e também algumas notas terrosas, que equilibram o blend e restringem as misturas que normalmente tendem a ser de maturação e aromas a fruta.
Dinfundida por todo o continente e ilhas, a Touriga Nacional, casta rainha de Portugal, só lhe conhecem virtudes. De pelicula grossa e cor azulada, o bago da Touriga Nacional consegue dentro das castas não tintureiras, atingir niveis de cor e de indice de policenois totais (IPT'is) que nenhuma outra casta portuguesa consegue. Aromaticamente é sem dúvida uma casta marcada pela componente floral e de fruta vermelha que a torna tão famosa para a produção de rosés e de tintos aromáticos. Os aromas a violetas e casca de laranja, são também caracteristicos da Touriga Nacional quando plantada em climas mais quentes, já a touriga nacional em climas mais frios pode mostrar ainda o seu lado balsâmico. A Touriga Nacional é sem duvida, uma casta tinta de grande nobreza e valor enológico que nos permite fazer roses florais, tintos corporados e portos de alta qualidade.
A Tinta Miúda uma casta de origem mediterrânea. Existe em países outrora pertencentes ao Império Romano, suspeitando-se de que seja proveniente desta época. Provavelmente foi introduzida em Portugal a partir do Norte de Espanha e foi plantada pela primeira vez na Estremadura por um Padre chamado António. Por esse motivo o nome popular desta casta é “Tinta do Padre António”. É uma casta pouco plantada talvez por ser muito sensível a doenças e requer temperaturas elevadas e Verões prolongados. Os vinhos são de cor intensa e encorpados. Têm adstringência que se vai atenuando com o envelhecimento, tornando-se vinhos muito agradáveis, com destaque para o bouquet que exibem. A qualidade de vinho pode ser muito elevada quando há alguma sobrematuração das uvas com a presença de passas. Medianamente alcoólicos têm boa capacidade de envelhecimento com aptidão para envelhecimento em barrica.
Conhecida no passado como Periquita, esta uva tende a produzir vinhos frutados coloridos, leves, que são normalmente agradáveis e despretensiosos. Esta casta revela o seu melhor em climas quentes e terrenos arenosos, mas pode adaptar-se a uma diversidade de condições. Os vinhos da casta Castelão são concentrados, aromáticos, com taninos bem marcados que lhes dão boas condições para envelhecer, mais agressivos na juventude, mas que se tornam macios com a idade. É quase impossível falar com um verdadeiro amante de vinhos portugueses que não fale sobre uma experiência incrível com um Castelão de idade.
O Arinto é uma das grandes castas brancas portuguesas mais difundidas em Portugal, sendo a espinha dorsal da maioria dos vinhos brancos portugueses.
Conhecida pela sua acidez, o arinto produz estilos de vinhos que podem ser comparados à forma como se comporta um Chardonnay em Chablis. Produz vinhos cítricos e minerais, que podem durar por muito tempo.
O Roupeiro é uma casta que apresenta muitas sinonímias, resultantes da existência desta casta há muito. Considerada como a casta branca mais antiga de Portugal é designada Códega no Douro, Síria no Dão e Bairrada, Roupeiro no Alentejo e Crato na Região do Algarve. O Roupeiro é a casta branca mais plantada do Alentejo, sendo a base dos vinhos brancos da região.
O Antão Vaz é a principal casta branca do Alentejo, muito tardia na maturação e pode conter alguma acidez na vinha, mas é pelo seu corpo que ela é conhecida. O Antão Vaz é uma casta tradicionalmente utilizada para a produção de vinhos com estágio em barrica, sabendo que apresenta uma elevada estrutura e densidade na boca.